Esta procura de emprego sem fim tem-me deixado um pouco em baixo, por isso cedi aos apelos para fazer algo que goste. Deste modo, ontem foi dia de ir às compras. Trouxe comigo material para alguns projectos que queria realizar e pode ser que na próxima semana já haja alguns resultados. Vou continuar na mesma com a incessante procura mas também apostar no que me dá realmente prazer. Até pode ser que consiga ter algum retorno (nem que não seja colmatar os quase 90€ investidos de ontem).
Estado de espírito (2)
Now and then I think of when we were together, like when you said you felt so happy you could die! Told myself that you were right for me, but felt so lonely in your company, but that was love and it's an ache I still remember.
You can get addicted to a certain kind of sadness, like resignation to the end, always the end! So when we found that we could not make sense, well you said that we would still be friends, but I'll admit that I was glad that it was over.
But you didn't have to cut me off, make out like it never happened and that we were nothing. And I don't even need your love but you treat me like a stranger and that feels so rough!
You didn't have to stoop so low, have your friends collect your records and then change your number. I guess that I don't need that though. Now you're just somebody that I used to know.
Now and then I think of all the times you screwed me over, but had me believing it was always something that I'd done. And I don't want to live that way reading into every word you say, you said that you could let it go and I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know!
Gotye - Somebody that I used to know
Coisas que me deixam fascinado (3)
O google, hoje, relembra-nos do aniversário de Art Clokey, pai do Stop Motion, e é uma boa oportunidade para também me relembrar do meu filme preferido nesta técnica. Tiraram 60mil fotografias, revelaram 9600 que são as que vemos a serem espalhadas e voltaram a fotografar 1800 para constituir a sequência do filme publicitário. Além de ser genial e não ter pós-produção, fascina-me a história, a música e a especialmente a letra:
Viagem ao Senegal (Dia 6)
Pela manhã, do terraço de nossa casa era esta a vista:
Depois de uma visita por Somone fomos em direcção à reserva natural de Bandia. Os preços praticados eram excessivos para fazer uma volta de jipe para ver os animais selvagens, então decidimos não ir e pensar em nos deslocar até ao Senegal profundo. Ainda assim vimos vários de graça:
No entanto, quisemos ir até à aldeia das tartarugas, um mini parque em que protegem e seria uma oportunidade única. Havia uma enfermaria onde eram tratadas, um local com diferentes espécies e depois divisões entre as mais pequenas até às mais velhas. Aqui fica uma das mais antigas:
O guia, que aqui já se estava a tornar um amigo, pediu para fazer um desvio e ir visitar os pais e amigos. Claro que deixámos e aproveitámos para conhecer melhor o povo. À partida as crianças começaram a correr atrás do nosso carro:
Rua de Nhac, ao lado de Lac Rose (Lago rosa):
Devido ao meu gosto pela música, e de outra rapariga, o guia disse que havia uma terra onde havia os melhores Djembés e implorámos para lá ir. Depois da longa viagem, estacionámos o carro e fomos pela praia. Esta imagem impressionou-me por ser digna de um postal e também pela minha formação, eram imponentes aquelas formações geológicas e eram impensáveis aquelas construções de elevado risco num país ocidental:
Como na maioria das localidades habitadas, o lixo abundava e infelizmente mistura-se com a natureza:
Vimos os pescadores a retirar peixe fresco e a comercializá-lo logo ali:
Enquanto que pelas ruas eram as crianças que reinavam e nos roubavam sorrisos:
Chegámos ao local que ansiávamos mesmo na hora certa. Aqui, juntam-se ao pôr-do-sol para beber café Toubá (café típico do Senegal que é uma mistura de café e chá) e tocar Djembé numa espécie de oração. Ficámos impressionados por os jovens mais velhos tratarem tão carinhosamente dos mais novos, enchendo-lhes as malgas que timidamente traziam. Nós éramos uns estranhos a assistir mas aquela generosidade estendeu-se e fomos brindados por pão e café, como se fizéssemos parte do grupo:
A partir daí sentimos que as nossas diferenças deixaram de existir:
E já todos nós trocávamos de instrumentos. Estas mini-cabaças comprámos na ilha de Gorè e os mais pequenos fizeram questão de nos ensinar os seus dotes:
Um dos "líderes" ensinou-me como se tocava a pares e os mais novos viam no meu Djambé a oportunidade de brincar sem ouvir raspanete:
Com o anoitecer, voltámos para a nossa casa. Este era o dia em que íamos render o Renault que nos tinha acompanhado e era tempo de decidir o que fazer nos próximos. Recebemos a visita de um dos amigos do nosso guia, que tinha conversado naquela curta passagem pela sua terra. Encontrou oportunidade de negócio e queria ser nosso guia alugando-nos um Jipe. Foi então que decidimos ir até ao interior do Senegal. Alugámos-lhe um 4x4 por 4 dias e ia ser o recomeço da aventura, mas com o nosso guia! Mesmo assim ficou satisfeito e acabámos a noite a aprender músicas e danças africanas:
Viagem ao Senegal (Dia 5)
Com o carro na oficina e com banho tomado com recurso a balde, foi tempo de tomar o pequeno almoço. Tentávamos que esta refeição fosse bem feita mas quando estava incluído na pernoita apenas vinha o pão, a água quente (mais café ou leite em pó) e muito raramente manteiga. As vistas faziam esquecer tudo:
Depois de negociada, fizemos uma viagem até à ilha de Saloum numa Piroga (barco local):
Pelo meio dos meandros infindáveis do delta, pedimos para dar um mergulho naquele belo rio. Ficaram espantados mas deixaram:
Este local é conhecido pela fauna e flora. Plantam umas árvores de água para mais tarde extrair ostras das suas raízes e é muito rica em pássaros, dando-lhe mesmo o nome da ilha dos pássaros. Aqui vemos dezenas de pelicanos:
Chegados à ilha, havia muitos jovens a querer fazer de guia e alugar cavalos. Apesar de querermos ajudar, pela fragilidade dos cavalos decidimos fazer a pé e sermos acompanhados por um guia que tinha estudado na universidade mas que quis voltar à sua terra. No meio do percurso fomos surpreendidos por algumas crianças que saltaram da vegetação para nos assustar mas que se escondiam quando a câmara lhes era apontada:
Nesta ilha vive uma comunidade dividida em 3. Esta divisão territorial é devido às suas crenças, havendo cristãos, muçulmanos e animistas. Cada religião tem o seu lugar de culto, e no caso destes últimos é uma árvore de formas estranhas, com espinhos, protegida por abelhas, na qual dizem que se alguém lhe apontar uma luz morrerá sem que um médico consiga saber o motivo. Andavam vários animais ofertados à solta à sua volta:
À partida, outras crianças deram o ar da sua graça:
Voltámos ao mesmo local para ver como estava o carro e almoçar. Enquanto não chegava o que tínhamos escolhido deram-se mais uns mergulhos:
A refeição, pratos locais que fazíamos questão de repartir para provarmos de tudo um pouco. Estava bem picante e acreditamos que tenha sido aqui que começaram os problemas de estômago:
A viagem, que no dia anterior foi feita no escuro e com receios por causa do carro pelas estradas de terra batida, revelou-se grandiosa:
Paragem no maior Baobab (embondeiro) do Senegal. Dizem ter 850 anos e 30 metros de diâmetro. Há dezenas de vendedores à sua sombra:
Por um pequeno buraco era possível entrar no seu interior. Um senhor disse-nos para pedirmos um desejo e contou-nos que não éramos os únicos no seu interior pois, para além dos morcegos poucos metros em cima, havia restos mortais de alguns senegaleses importantes debaixo de nós. Outrora eram ali enterrados mas por ordem do governo foram retirados na sua maioria e proibida a continuação de tal ritual:
Mais quilómetros pela estrada e chegámos às ilhas das conchas. As diferentes ilhas estavam interligadas por extensas pontes de madeira em que só se circulava a pé. Ao chegar à primeira ilha percebi o porquê do nome. Todo o pavimento era feito de conchas, sendo simplesmente por lá espalhadas originando enormes passadeiras brancas:
Havia uma ilha cemitério, dividida em parte cristã e muçulmana, em que os corpos eram depositados a poucos palmos e cobertos por conchas:
Voltámos ao carro e andámos de novo até à costa, mas desta vez à pequena costa, na vila de Somone. Alugámos uma casa de 6 quartos com casa de banho, 2 cozinhas e 2 salas pelo preço do aluguer de duas pequenas cabanas. Para além de tudo isto ainda tinha terraço e vista para o mar. Apesar de a partilharmos com um grande número de baratas acabámos por lá ficar 2 noites para descansar das viagens. Desta vez, a cama facilitou a montagem dos mosquiteiros, e eis a minha obra:
Tomámos apenas um chá com os habitantes, deixando para o dia seguinte a visita.
Da vida tenho uma certeza: vou levar menos do que gostaria!
Porque, infelizmente, somos todos escravos de horários, porque por vezes deixo de agir, porque me deixo frequentemente levar pelo pensamento "fica para depois", porque me em várias ocasiões me acho invencível e porque me estou constantemente a esquecer que não sou imortal, gostaria de ter um relógio Mr Jones. Penso que se não me tivesse sempre a esquecer a vida seria muito diferente:

Imagem e mais relógios aqui.
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