St.Louis, outrora capital, parece uma cidade fantasma. Em certos locais chegava a parecer um parque temático, como se estivessemos na EuroDisney:
Ou numa novela brasileira com as grandes "fazendas":
Seria impensável ter esta imagem na nossa segunda cidade, o Porto:
Onde as crianças são felizes com pouco e têm sempre um sorriso para os estranhos:
Continuámos junto ao rio:
E só depois de dar toda a volta é que percebemos que a parte central se tratava de uma ilha (à direita):
Então passámos uma das pontes para ir junto à porção de terra junto ao mar, que a denominam como a vila dos pescadores:
Aqui já havia mais movimento, com extensos mercados (onde comprei umas chinelas do Senegal que viriam a fazer muito jeito):
Vimos o monumento aos mortos da primeira grande guerra mundial, guerra essa que por falta de soldados, os franceses ali foram recrutar. Morreram muitos milhares de Senegaleses e a mágoa pelos colonos traduz-se nas conversas amargas sempre que o tema "França" vem à baila já que se tratou de uma guerra sem sentido para estes:
Olhando para as árvores víamos morcegos do tamanho de coelhos, e se isto já era estranho mais estranho se tornou por estarem em movimento em pleno luz do dia:
Como havia pouco para ver, ao fim da manhã resolvemos partir até aos Delta de Saloum, uma viagem de mais de 300km para sul. Não parámos de sorrir pois todas as crianças, e mesmo pessoas mais velhas, nos saudavam e sorriam de forma genuína, sem nada em troca:
Apenas parámos uma vez, para fazer um piquenique. Aqui podem ver o estado do carro:
O que explica o facto de só ter pegado ao empurrão quando a polícia nos mandou encostar, se desligou quando chegámos aos caminhos de terra e parou de vez a cerca de 5km do destino. Não sabíamos que faltam apenas 5km pois estávamos no meio da selva. O fumo saía, utilizámos toda a água que tínhamos para o radiador vazio e cada um dava o seu prognóstico (e aqui estou eu a dar o meu entender enquanto os outros estão preocupados =P):
Com a ajuda de um senhor que por ali passou (milagre), acabámos de encher o radiador. Informou-nos da proximidade e então, muito devagar e de capô aberto, lá chegámos a tempo de procurar uma casa onde pernoitar.


























































