Já descansados, foi tempo de acordar cedo e dar a primeira volta por Dakar, a cidade mais a Oeste do continente africano que se tornou capital do Senegal pela sua localização estratégica para o comércio:
As "nossas" ilhas de Cabo Verde, ficaram com este nome devido a estarem a 580km da península em que se encontra Dakar, península do Cabo Verde, nome que indica bem o que poderíamos ver:
"Eu quero viver num país onde as árvores sejam rotundas!":
Museu de Dakar (universidade de Dakar). Numa terra tão rica em artesanato e histórias era de esperar que essa riqueza se traduzisse em obras expostas ou histórias contadas, mas não é o caso pois o enorme edifício encontrava-se muito vazio:
Mas sempre deu para refrescar e brincar um pouco lá dentro (visto se encontrar vazio também de visitantes):
Palácio presidencial, com as pequenas casas de guarda e vedação como se estivéssemos em Inglaterra:
As refeições também eram uma incógnita, tanto os preços como ementas. Passámos por um grupo recreativo que tinha cinema, palco e restaurante, tudo ao ar livre, e resolvemos lá almoçar, ignorando que esta primeira refeição fosse a de melhor aspecto de todos os dias precedentes:
Como a viagem não foi preparada, e como já tínhamos visto que os táxis eram caros e os autocarros não indicavam destino, resolvemos procurar pela estação de comboios e, depois de km a pé, lá a encontrámos, imponente mas estranhamente pouco habitada, havendo apenas detritos e comércio à porta:
Pois bem, estava abandonada, as pessoas que lá estavam não sabiam a razão e só nos indicaram um caminho de terra que dava a volta. Por trás da estação a visão era esta, com comboios abandonados e muitas silvas. Percebemos que haveria algo em funcionamento quando uma pequena multidão começou a correr para o último comboio. Corremos também, perguntámos onde se comprava bilhete e para onde ia. Ninguém soube dar informação e como estava completamente lotado também tirámos a ideia deste meio de transporte:
Pelas ruas, ganhámos um nervosinho miúdo por todas as abordagens que nos fizeram, por todo o transito anárquico (sim, aquilo é um camião pesado e mil táxis) e restante confusão. Esta era a vista do nosso quarto (a Aldo foi a única loja que reconheci):
Todas as noites dormíamos num sítio novo, que tínhamos que regatear o preço e, como não procurámos por hotéis, muitas das vezes não havia ar condicionado e tínhamos de ser nós a colocar as redes mosquiteiras onde desse: